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Home do Gallacci FAU USP turma de 1980 Literatura  A festa do Conde Ribolla
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A festa do Conde Ribolla


Eram dez e meia da noite quando o Conde Ribolla desligou seu laptop e levantou-se da escrivaninha. Vestia um lindíssimo robe-de-chambre azul turquesa e fumava seu tradicional cachimbo. Largou o cigarro, mas não largava aquele vício: fumar cachimbo. O Conde sabia que aquele vício estava causando até danos físicos a sua imagem, pois como passava horas e horas com a cabeça inclinada para a direita por causa do peso da peça, acabou ficando ligeiramente torto, com uma espécie de calo reumático no pescoço. Mas ele se divertia com isso: num homem atraente como ele, uma característica dessas se tornava um peculiaridade singular e charmosa. Todas as suas amantes e mulheres atentavam para isso, o que o envaidecia muito. Espreguiçou-se, pegou o telefone e chamou a sua secretária, com a cabeça tortinha.
- Carmutcha. Por favor, venha aqui.
O Conde Ribolla morava num enorme castelo, na região de Montalcino, no
coração da Toscana, Itália. O local era conhecido por ser uma região com maravilhosos vinhos, e a família do Conde Ribolla era tradicionalmente a maior produtora da região. Os vinhos “Ribolla” eram conhecidos no mundo todo, e algumas garrafas, de safras especiais, chegavam a custar mais de 50 mil dólares.
O Conde, o último descendente dos Ribolla no mundo e detentor de toda a fortuna da família, morava no castelo há apenas 20 anos. Estudou no Brasil, formou-se arquiteto, mas acabou deixando para trás todo seu passado quando herdou a propriedade de um tio solteiro. Aos 24 anos e recém casado, largou tudo que tinha no seu país natal para morar na Itália.
Sua esposa, Isaura, uma morena magra, alta e delicada, apaixonou-se pela propriedade ao chegar no país. As montanhas, o clima, o aroma das uvas eram simplesmente maravilhosos. Trancafiou-se no castelo, com seus sonhos e seus trabalhos manuais, e ali passava dias e noites ouvindo música, bordando e montando bijuterias. Isaura se sentia aliviada de poder ficar a sós e fazer o que ela realmente gostava, que era dedicar-se ao artesanato. A sua vida no Brasil, principalmente na época de solteira, era uma maluquice só. Muita bebida, muitas drogas, muitas farras. Aquilo nunca a agradou, pois gostava de reclusão e sossego.
Já o Conde não. O presunçoso homem chegou disposto a fazer fortuna na Itália. Não tinha limites para a sua ambição. Era um homem inescrupuloso, ganancioso e arrogante. Ao chegar no país, há 20 anos atrás, não tinha nada além da polpuda herança, mas nos anos seguintes o homem fez o que pôde para multiplicar mais e mais o seu dinheiro. Investiu em maquinário, em propaganda, em infra-estrutura e em sua própria imagem. Porém, grande parte do sucesso e do poder que o Conde tinha se devia a uma trama que ele e seu melhor amigo, o médico e pesquisador francês Dr. Charles Vincent, criaram há cinco anos atrás.
O Conde conheceu Dr. Charles Vincent num bar, em uma das suas viagem a Paris. O Conde perdeu o avião e teve que ficar um dia a mais na cidade. Acabou entrando em um pequeno bar, ao lado do hotel, chamado “Lê Tortue”, sentou-se no balcão e começou a conversar com um homem que bebericava ao seu lado. Não sabia quem ele era e não perguntou: conversaram apenas como vizinhos de bar. Mas, depois de tomarem um grande pileque, saíram cantando dali e sentaram-se num banco de praça. Charles Vincent contou ser um médico fracassado e desacreditado. Contou ao Conde que fez uma grande descoberta no campo da medicina e da pesquisa de rejuvenescimento, mas que não podia divulgar para ninguém, pois ele, um beberão, nunca era levado a sério pelos demais médicos parisienses.
O Conde se interessou: mas qual era essa descoberta?
- Descobri que certos tipos de vinho rejuvenescem as mulheres, senhor! Sim, certas uvas, se cultivadas com esterco de cabrito, podem conter proteínas milagrosas! É possível rejuvenescer uma mulher dez, vinte, trinta anos até; se o vinho for produzido com essas uvas – disse o cambaleante homem – eu descobri, eu descobri!
O Conde interessou-se. Afinal, ele era um produtor e grande conhecedor de vinhos. Será que aquele francês alcoolizado, de olhos azuis avermelhados, com uma proeminente barriga e um enorme sorriso no rosto falava a verdade? Será que era possível fabricar vinhos com possibilidades tão milagrosas? O Conde sussurrou a Charles, animado.
- Sim, mas... me conte mais sobre isso, caro doutor... Esse assunto me interessa... e muito... quem sabe eu posso ajudar você...?
Dr. Charles explicou, animado. O único problema é que tais uvas teriam que ser sempre cultivadas na penumbra. “No escurinho, sabe como é, monsier?”. Os outros cientistas não acreditaram e riram da cara dele – “Uvas na penumbra? Bah” – todos diziam. O homem fez um muxoxo triste ao relembrar do seu fracasso.
- Eles não acreditaram em mim, monsier, mas eu juro, eu juro, chère Ribôlla!
O Conde Ribolla mesmo bêbado ficou animado. Ali estava uma grande possibilidade de negócio, caso tudo fosse verdade. Resolveu arriscar.
Levou o homem ao seu hotel, enfiou o tal Charles V. numa ducha fria e colocou-o na cama. Na manhã seguinte pediu um frugal café da manhã para os dois.
- Vamos ser sócios – anunciou, sem perder um minuto – Basta me provar que fala a verdade, Charles.
Charles sorriu, mordeu o brioche e balançou a cabeça, afirmativamente - “oui chére monsier Ribôlla! Oui!”. Tirou o celular do bolso e ligou para alguém. Falou rapidamente em francês, dando ordens e desligou. Enfiou um croissant na boca e pediu ao Conde que esperasse um pouco.
Depois de quinze minutos a campainha do quarto tocou. O Conde levantou e abriu a porta para um mocinha loira, bonita, com seios enormes e voluptuosos.
- Chère Ribôlla, esta ès Bêah. Ma femme.
O Conde fez uma reverência, galante. Esposa? Mas a moça parecia filha dele! Nova, mocinha. O que uma garota-lolita como aquela fazia com um velho despencado e bêbado como Charles? Charles riu diante do Conde estupefacto.
- Ela tem 55 anos, monsier Ribôlla! Heheheheh!
O Conde assustou-se diante da revelação. Charles completou.
- Lê vin, chére Ribôlla, le vin! Heheheheh!
O Conde assustou-se. Como? Bêah tinha 55 anos? Não era possível! Olhou de novo para a menina-moça que sorria e abraçou Charles, emocionado.
- Quer ficar rico, doutor Charles? Hahahaha!
A aliança entre os dois começou ai. O Conde levou Dr. Charles, Bêah e Elvys, o filho adolescente dos dois ao castelo. A partir desse dia o homem nunca mais saiu dali. O Conde montou um laboratório para ele, investiu em pesquisas e testes, cobriu toda a sua plantação de uvas com quilômetros e lona preta para assegurar a mais bela penumbra, e em seis meses, o vinho “Giovanne Ribolla” safra 1999 para as mulheres de 40, foi mundialmente lançado.
Foi um sucesso mundial. O Conde enriqueceu espetacularmente, e pôde comprar os cachimbos mais caros do mundo. Desde então Charles morava no palácio com ele, e desenvolvia diversas pesquisas sobre rejuvenescimento feminino.
O Conde suspirou ao arrumar o roupão, olhando-se no espelho do quarto.
- Carmutcha! – gritou o homem novamente ao notar a demora da secretária em entrar na sala. – venha aqui, vamos!
Carmutcha entrou nos aposentos do Conde, atrapalhada e confusa. Era uma mulher alta e bonita, com enormes olhos verdes e um sorriso meigo. O homem derreteu-se ao vê-la, como sempre.
- Sente-se aqui no meu colo, minha Ucha.
A moça italiana, sempre assanhada, olhou para a porta, assegurou-se que dona Isaura não ia chegar e sentou-se no colo do conde.
– Isso!...
– Quer que eu faça o que?- disse a bela Carmucha, insinuante como sempre.
- Tudo Ucha, tudo, mas... – o Conde fez um muxoxo e aprumou-se, acariciando o corpo da mulher –... Mas agora quero que você me ajude numa coisa. – Puxou o rosto dela para perto dele – Vou dar uma festa para meus antigos amigos, pois nos formamos há 20 anos! Vinti anni! Você vai me ajudar a organizar tudo. Traremos todos para cá, para o castelo. Todos, Carmutcha!
- Aqui? No castelo?
- Sim, Ucha ma bella, bellíssima! – disse o Conde, animado – pegue papel e lápis. Vou dizer o que vamos fazer! Uma festa! Uma grande festa!

Tres grandes amigos
Onde está Isaura?