|
|
|||||||||||||||
| Home do Gallacci |
|||||||||||||||
|
-=> novoMiolo=" -=> aTab=stdClass Object ( [tagIni] => [trs] => Array ( [0] => [1] => ) ) -=> umTr="
| -=> contTd=1 -=> oTr=stdClass Object ( [tag] => [tagIni] => [tagFim] => [tds] => Array ( [0] => ) ) -=> umTd=" " | -=> oTd=stdClass Object ( [tag] => [subtags] => Array ( ) [colspan] => 1 [rowspan] => 1 [tagIni] => [tagFim] => [conteudo] => ) Aceitas um San Rafael? |
Na manhã seguinte, o Conde já tomara todas as providências para salvar a Condessa Isaura das mãos dos seqüestradores. Quando soube do acontecido, o homem ficou histérico, e, de tão tenso, travou o pescoço de vez, a ponto de não poder mais se mexer. Foi necessário chamar a sua massagista particular, Cristy Komaty, que estava em férias na Riviera. “Diga a ela que eu pago dois mil euros pela consulta, se for necessário, mas traga-a aqui já, Carmutcha! Argh!”, implorou o homem, torto e desesperado. A moça massagista, que já conhecia o pescoço do Conde há mais de quinze anos, chegou de helicóptero em duas horas e trancou-se com ele na sala de massagem dos seus aposentos secretos. Nem o Conde nem ela jamais contaram qual era o tipo de tratamento relaxante que ela fazia no pescoço do homem. Uns diziam que eram massagens com os pés, outros diziam que era uma terapia de coceiras. A questão era que o pescoço do Conde não relaxava mais sem sua Cristy Komaty, e, nas horas de desespero, ele seria capaz de dar toda a sua fortuna para ela. O Conde sabia que o problema do seu pescoço estava piorando, muitas vezes as dores eram insuportáveis, e, em situações críticas de nervoso, stress ou desespero (como a que estava passando naquele momento) nada aliviava o Conde a não ser o tratamento de sua santa Cristy. O Conde ficara assustado com o ocorrido na noite anterior. Achava que o fato dele estar dormindo na hora que tudo aconteceu fora também coisa dos seqüestradores. Obviamente ele também achava que tanto ele quanto os guardas foram envenenados pelos soldados israelenses, sabe-se lá a mando de quem. Nunca passaria pela cabeça do anfitrião que o envenenamento dos guardas e dele fora uma armação da sua amiga e cozinheira Bê La Bressiani. Já a moça cozinheira não se conformava do seu próprio comportamento. Por mais que ela pensasse em outros assuntos, sempre se recordava da fatídica noite anterior, e se punha a pensar por quê fizera aquilo. Bê nunca fora uma moça tola ou maluca, muito pelo contrário: era extremamente sensata e adequada em todas as suas ações. Não se deixava levar pelas emoções, era sempre correta e extremamente inteligente. Não se conformava de ter cometido tamanha tolice. Envenenar o Conde! Mas porque fizera aquilo? -Franka, se alguém souber disso eu posso ser presa! – disse a moça à amiga, secretamente. -Eu sei, Bê – disse a agente secreta, cochichando – Mas tente se lembrar porque você cometeu essa asneira! Já vi você apaixonada diversas vezes, Bê, nos conhecemos há mais de vinte anos... e você nunca fez tamanha bobagem! -Acho que foi Mônica, a vidente, que me mandou fazer isso... não me lembro! – confidenciou Bê, aflita. Franka lembrou-se de Mônica. Sempre achou que moça vidente era um blefe, mas fazia tanto sucesso com suas previsões... Franka não era mulher de previsões, e sim uma mulher de ações e reações. Não tinha a menor paciência para cartomantes, mapas astrais e horóscopos. Respeitava as crendices alheias, ainda mais as da amiga cozinheira, mas tinha certeza que a vidente influenciara Bê, por algum motivo ainda desconhecido. -Acha que eu conto para o Conde? – perguntou Bê La Bressiani a Franka - Que foi tudo culpa minha? -Claro que não! Fica calada, Bê, não fale nada! Os convidados do Conde só conseguiram sair dos seus quartos depois do meio dia, todos aparentemente exaustos de tanto sexo. O vinho voluptuoso fizera efeito em todos homens que tomaram, independente da idade, estado de saúde ou tamanho. Mas, como fora previsto pelo dr. Charles, realmente alguns homens sofreram com o problema do desvio. Essa questão foi intensamente comentada na manhã seguinte, contrariando o que o Conde previu. Foi possível saber, desse modo, que os homens “desviados” foram em número bem menor do que os 30 por cento previstos pelo médico. Quando, ainda na noite anterior, a bela e esperta lolita Bêah ficou sabendo por intermédio de Carmutcha que o vinho ingerido por todos os convidados poderia causar desvios nos pênis masculinos, ela se animou. A mocinha francesa não perdia uma única chance de ganhar uns trocados. -Chère Carmutcha, já que estão todos preocupados em achar a Condessa, você me dê cobertura. Vou até a serralheria. Já! -Serralheria, Bêah? O que você vai fazer numa serralheria a essa hora da manhã? – perguntou a secretária, confusa. -Vou mandar cortar uns canos, chère Ucha! Vamos vender canos para desentortar os “pintôs tortôs” dos meninos, não é uma boa idéia? Vou trazer um monte de canos pra cá, de diferentes diâmetros, e vender para os convidados com problemas de desvios! E você vai me ajudar! – animou-se a mocinha – Hum... acha que uns de duas polegadas resolveriam? Três? Ou quatro polegadas? -Canos? – Carmutcha não conseguia visualizar a idéia da lolita. -E você tem alguma outra idéia para resolver os desvios? Carmutcha concordou. Não que ela achasse que a idéia de Bêah era boa, mas não custava apostar numa possibilidade de dinheiro. Quem sabe a coisa daria certo? O Conde Ribolla saiu da massagem antes do meio dia. Lembrou que ele também estava numa certa enrascada, pois não podia contar a policia por quê a sua Condessa fora seqüestrada. Nem a policia, nem nenhum delegado, detetive ou investigador poderia saber da existência do vinho. Toda a sua fortuna e poder dependiam daquele néctar maravilhoso e mágico. Nunca! Mas... quem foi que levara a Condessa e pedira o resgate? O homem se desesperava em dúvidas e desconfianças. Como a notícia secreta que o vinho “Ribolla 6996” era afrodisíaco se espalhara? Como alguém descobrira que a fórmula do 6996 estava guardada no castelo? Existiria algum traidor no grupo do Conde? Todas essas questões estavam rondando a cabeça confusa do Conde Ribolla, que não sabia mais em quem poderia confiar. O delegado Gnocchi Barbôa ficou encarregado do caso, por ser pessoa de confiança do Conde. O Conde confidenciou ao amigo Barbôa, chorando muito, que, embora fosse um homem devasso e cheio de mulheres, gostava muito da Condessa e não queria nunca vê-la sofrendo. Implorou ao delegado que salvasse a sua mulher da mãos dos seqüestradores. O delegado anunciou que tinha solicitado ajuda da policia italiana para as investigações. Assim, ainda antes do almoço, chegou ao palácio uma moça detetive alta e magra, chamada Matahari Néri. -Conde Ribolla, sou Matahari – disse a investigadora, estendendo a mão, solicita – E estou aqui para ajudar a achar sua esposa, senhor. -Ó! Minha Isaurinha querida! – choramingava o homem, fazendo uma cena trágica no hall de entrada, diante de todos – Salvem minha Isaurinha, por favor! -Quanto eles pediram de resgate, Conde? – A moça era rápida nas perguntas, ao contrário de Barbôa, que só bocejava (provavelmente por causa da noite que passou em claro em franca atividade). O Conde, ao ver a mocinha detetive tão preocupada com ele, fez mais cena ainda. -Ó! Muito, muito dinheiro, caríssima Matahari... – falou o homem, desconversando – Muito dinheiro, e eu não tenho tanto dinheiro assim! Uma das funcções de Matahari Néri era descobrir se o delegado Gnocchi tinha ou não envolvimento com o Conde e com o seqüestro da Condessa. O chefe geral dos delegados da Itália, signore Gian Gasperinno, nunca confiara em Barbôa, pois o homem subia de posto muito rápido e ameaçava os outros delegados. Gasperinno esperava uma boa oportunidade de passar a perna no homem. Na verdade, mandara Matahari ao Castelo com a única função dela investigar Barbôa (e não o seqüestro da Condessa). Mas a mocinha detetive, uma novata muito avoada, não sabia nem por onde começar a investigar. Fora as duas primeiras (e únicas) frases que ela falou na entrada do Castelo (“estou aqui para achar a sua esposa, senhor” e “quanto eles pediram de resgate, Conde?”), ela não falou mais nada. Esse era apenas o seu segundo caso na área das investigações (o primeiro fora o caso do sumiço de um livro de uma biblioteca, um livro raro da “Famiglia Ó”, que no final ela descobriu que não fora roubado, apenas guardado numa prateleira errada por uma bibliotecária bagunceira), e ela estava assustada com o Conde, o castelo e com o número de pessoas envolvidas. Além de tudo isso, ao entrar no palácio, Matahari Néri deu de cara com J. R. Rodrigues JR, de quem era fã incondicional. -Aaa! – berrou a moça, histérica – J. R.! Aaa! -Sim, sou eu mesmo! – Disse o moço, arrogante e vaidoso como sempre – Já viu meus filmes, bella ragazza? -Sim, sim, sim! – Ela estava emocionada, via-se que escorriam lágrimas dos seus olhos – Pode me dar um autógrafo, JR, por favor? -Mas claro! – Falou JR, inflado – Qual é seu nome? É uma convidada do Conde Ribolla? -Matahari Néri! Mas não, não sou convidada do Conde! – A mocinha explicou baixinho – Sou a assistente do delegado Barbôa. Vim por causa do seqüestro! – disse sorrindo, sem graça para o ator. -Nossa! – Ele surpreendeu-se, dando um pulo canastrão para trás – Uma detetive? Como eu? Hahaha! Você que precisaria me dar um autógrafo, Matahari Néri! A moça ficou imediatamente cega, surda e muda de paixão pelo charmoso ator. Seria capaz de se atirar nos seus braços ali mesmo, no saguão da entrada do palácio, se não fosse a presença do chefe. Olhou para os olhos verdes do ator e suspirou “nossa, eu aqui com o detetive Rangel! Ai, ai, ai!”. Como um homem podia ser tão lindo, encantador, fascinante e sedutor? Ela mal conseguia respirar. -Hihihi... ai! – falou a moça, encantada com o charme do moço – Nossa, mas você é incrivelmente mais bonito ao vivo! -Querida, mas que pena... você está a trabalho mesmo? – Disse o ator, dando um pequeno sorriso sem vergonha de lado – Pois poderíamos conversar a sós um pouco... o que acha de tomar um aperitivo comigo nos meus aposentos? Podemos discutir as nossas estratégias para descobrir quem são os seqüestradores da Condessa. -Ape... ape... ri... tivo? – A mocinha estava quase desmaiando de excitação. -Aceitas um... San Rafael? A detetive, que deveria interrogar os convidados do Conde, caiu nos encantos do ator e foi direto para o quarto do ator, diante do olhares pasmos de Franka e Carmutcha, que observavam tudo. -Esse Rodrigues... – falou Franka, abanando a cabeça – Sempre foi assim, Carmutcha. Não perde uma!- Viu a rapidez com que ela topou ir ao quarto dele? – assustou-se a secretária.- Que sem vergonha! -Hahaha! Acho que teremos que investigar nós mesmas! – sorriu Franka. - A detetive evaporou-se com o Rangel! Virou ficção! O clima no palácio estava confuso. A festa não acontecera, o castelo estava cheio de convidados. Cabia a Carmutcha organizar o andamento das coisas, pois a policia avisou que todos deveriam ficar no local até o término dos interrogatórios. Sendo assim, Bê La Bressiani providenciou com sua equipe de cozinheiros todos os cardápios dos dias seguintes, Franka montou com Carmutcha um plano para ajudar o delegado e sua assistente a interrogarem os convidados, e as duas, juntas, reorganizaram a caótica lista de quartos feita por Bêah (em ordem alfabética), pois Carmutcha decidiu que aquela não era mais hora de farra: As moças ficariam em quartos de moças e os rapazes em quartos só de rapazes. Ora bolas. Também chamaram Rita Lê Ball, a bonita italiana peituda e organizadora da festa para desarrumar a festa. Tudo isso colaborou para que as coisas voltassem ao normal no dia seguinte. As três moças, Franka, Bê e Carmutcha, passaram a fazer um tipo de parceria. Franka e Bê não contaram a secretária e assistente do Conde as suas verdadeiras profissões, mas notaram que Carmutcha passou a confiar muito nas duas. Elas tinham que achar Isaura. E precisavam de Carmutcha, que sabia muito mais coisa que falava. O delegado Barbôa tem uma alergia Onde está Isaura? |
|
|||||||||||