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Home do Gallacci FAU USP turma de 1980 Literatura  Ôba, Klaus!
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Ôba, Klaus!


O Conde andava rápido pelos imensos corredores do castelo de Montalcino. Foi avisado que o helicóptero que trazia seus amigos Rodrigues, Alex e Moreirão já tinha pousado no campo ao lado do jardim das hortênsias. Ele ia ao encontro dos amigos no salão azul da sala sudoeste. Carmutcha corria atrás do Conde com seu bloco de notas, seus diversos celulares, rádios, pastas e papéis. Naquele últimos dias de preparativos, a moça era uma secretária ambulante, pois o patrão não parava quieto e precisava dela o dia inteiro. Mas realmente não havia tempo a perder, a festa aconteceria no dia seguinte à noite, e o Conde queria estar certo que tudo transcorreria bem.
O Conde andava na frente dela com passos largos, o cachimbo na boca, o rosto inclinado e assoviando um sambinha: “... genésio... a mulher do vizinho... tralalá... aquele vagabundo..”. O homem deu uma risada, feliz.
-Hahaha! Enfim, Carmutcha... está chegando no dia da festa! Peça para os serviçais arrumarem o “chiqueirinho” agora, pois pretendo fazer uma reunião com Alex, Rodrigues e Moreirão – disse rapidamente o homem – vou buscá-los na sala azul. E convoque Charles.
-Sim, Conde. – respondeu a secretária, já falando no rádio com o mordomo e no celular de Charles.
O Conde Ribolla deu uma baforada e um longo suspiro.
-Que bom que Moreirão veio... – o homem pensava sozinho – Você não imagina há quanto tempo que eu insisto para que ele venha aqui. Só agora, que melhorou, que concordou em vir.
-Melhorou? – Perguntou a secretária assistente – estava doente, o senhor ... “Moreira”?
-Hahaha, ma bella ragazza! Hahaha! Digamos que sim! – o Conde mudou de tom e passou a falar sério – Sem muitas perguntas a esse respeito, Carmutcha. São questões particulares, minha cara. Sem perguntas. Entendeu?- ele virou-se a saiu andando – E eu já disse: cuidado. Muito cuidado, Carmutcha.
A moça não respondeu, apenas continuou andando um pouco atrás do homem.
-Onde está a minha Isaura?
-Na torre norte, Conde. Acabando de confeccionar as alças de bolsas.
-Bolsas? Bolsas? Ora, ora... eu aqui, me matando para preparar uma enorme festa e minha querida Isaura está distraída fazendo... bolsas? – O Conde estava nervoso – Ora bolas!
-Alças de bolsas, Conde. – respondeu calmamente Carmutcha. A Condessa está fazendo alças de bolsas.
-Como é?
A moça não mudou de tom, apenas repetiu o que tinha dito, paciente.
-Alças de bolsa, eu disse, Conde. A Condessa Isaura está fazendo as alças, mas não as bolsas. São suprimentos para as bolsas. Ela não gosta que a gente confunda as coisas, Conde.
O Conde parou de andar e suspirou fundo, ainda de costas para Carmutcha. “Isaura, Isaura... agora essa... alças de bolsas? Que diabos é essa história de... suprimentos? Isaura, Isaura... o que um homem pode fazer com uma esposa dessas?”, disse, pensando alto e olhando o teto.
-Está bem, Carmutcha, alças - de - bolsas! Mas ache as alças, ops, ou melhor, ache Isaura, que eu preciso falar com ela ainda hoje! – o homem olhou para trás e fez um gesto com a mão – Venha Carmutcha, venha comigo, que tenho muitas perguntas e muito pouco tempo! Vamos, me faça um resumo do andamento da nossa festa!
A secretária assistente, sempre eficiente, continuou seguindo o Conde pelos corredores, catacumbas e passagens secretas do castelo. Tinha uma grande disposição física para andar, escrever e falar ao mesmo tempo. Para isso fazia duas horas de ginástica por dia.
-Rita Lê Ball, nossa organizadora da festa, já chegou. – A moça riscou um item no seu caderninho.
-Ótimo – falou o Conde – e ela já está trabalhando?
-Sim, trouxe todas as suas meninas – Carmutcha explicou melhor – as ajudantes dela.
-Tem certeza que essa Rita... Que essa Rita é eficiente mesmo?
-É ótima, Conde. Uma mulher como ela... Conde, ela tem mais de quarenta filhos, todos bebês, cuida de todos e ainda trabalha! É uma heroína! Melhor não há. E as meninas – Carmutcha andava e anotava coisas na caderneta – são organizadíssimas e muito bonitas.
-Então excelente! – disse o homem – perfeito! E quanto à segurança, Carmutcha?
-Ah! A equipe de segurança? Chamei a “Raposo Sisters”.
-Hã? Que é isso?
-As irmãs Raposo, Lolô e Lili, Conde! São as melhores da Itália inteira! Elas têm uma equipe com mais de cem homens armados e completamente invisíveis! Ninguém vai nem notá-los! – disse Carmutcha – São perfeitos. Sabe aquele tipo de homem que não é nem feio e nem bonito? Aqueles que ninguém repara que estão ali?
O Conde olhou torto para a moça.
-Hum... Nunca ouvi falar dessas tais “Raposo Sisters”... e nem desses homens “nem feios e nem bonitos”... – falou o homem, desconfiado.
-Olhe, deixe-me explicar, Conde, que você vai logo entender. Lolô, a irmã mais velha das duas, é casada com um amigo seu. Daqui, de Montalcino mesmo.
Ele virou-se e olhou torto para ela.
-Amigo meu? Quem?
-Delegado Gnocchi Barbôa. – respondeu prontamente Carmutcha, inflada e sorrindo.
-Ah! O Barbôa, o meu Barbôa? Hahaha! O ex- lutador de box, o grande delegado? Ela é mulher dele? Isso é ótimo! Mulher do delegado Gnocchi Barbôa! Hahaha! – disse o Conde, dando uma baforada no cachimbo e concordando com sua cabeça torta – Jogamos futebol juntos no time dos senhores do “U.S. Montalcino!
-É tudo gente de confiança, Conde! – insistiu a moça.
-Maravilha, ma bella! – respondeu ele, virando-se e dando uma beijoca melecada na boca da secretária-assistente – Mulher do Barbôa! Ótimo!
Passaram a descer a escada caracol para entrar na passagem secreta subterrânea 33. Era o caminho mais rápido para o Salão Azul. O castelo era um labirinto, mas os dois sabiam onde estavam indo.
-Conde, mais uma coisinha... estive pensando... Veja, teremos mais de 80 mulheres aqui. Eu e Beah achamos que precisaremos de um cabeleireiro que atenda a todas as moças antes da festa. – Carmutcha explicou – Cabelo, pé, mão, maquiagem, massagens...
-Nossa, Carmutcha! Você pensa em tudo!
-Ora, Conde, que é isso... é para isso que estou aqui... – disse a insinuante mulher, fingindo-se lisonjeada – Para que você não precise se preocupar com nada!
-Um pequeno salão de cabeleireiro no palácio! Genial! – Conde ficou animado.
A secretária arrumou os óculos e continuou.
-Bem, e para isso chamei um cabeleireiro para ficar aqui uma semana.
O Conde parou abruptamente na escada e virou-se rudemente para Carmutcha, dando um susto enorme na mulher. Deu um berro bem alto.
-Carmutcha!
-Aaaaaaa! – gritou a moça no meio da escada de acesso à catacumba.
Ele ficou sério diante da cara assombrada da secretária.
-Ahhh... que susto, Conde! Que foi? – ela tentava respirar fundo, resfolegante.
Ele estava raivoso e se colocou na frente dela, gritando.
-Um...o quê? Um “cabelereiro”, Carmutcha? – o Conde estava sério. – Isso é brincadeira sua, não é?
-Hã? Como, Conde? O que foi? Qual o problema? – Carmutcha não sabia o que fazer, esmagada na parede de pedras da escada, com o Conde rosnando em cima dela.
Ele berrou mais alto ainda nos subterrâneos do castelo. A voz poderosa do homem ecoava pelas paredes de pedra.
-Eu nããão admito viados aqui!
-Mas...
Fixou seus olhos nos dela, ainda urrando.
-En-ten-deu, Carmutcha? Não suporto a idéia de contratar viadinhos, bichinhas e boilolinhas para ficarem rebolando pelos meus domínios! Urgh! Esse é um castelo sério! Um castelo macho! – Tomou fôlego e completou, debochando - Quem é esse cabeleireiro?
-Calma, Conde, calma... – disse Carmutcha, sem ar e falando baixinho – é... Luigi Casttellari...! Ele é um... homão! É muito macho, Conde, acha que eu não pensei nisso antes? – ela balançava a cabeça, atrapalhada diante do rosto do Conde – Muito macho, muito homem... ele come todas as clientes num quartinho de maquiagem no fundo do salão dele! Juro! Foi até envolvido num escândalo nacional no Brasil, lembra-se? Dizem que foi ele que engravidou Xuxa, e não o Zafir! Ele traçou até Martha Tranca-Ruas, a prefeita de São Paulo! Ele que inventou aquele cabelinho channel a là Lady Di para ela! Eu juro, o cara é o maior garanhão, eu juro, Conde!
O Conde suspirou e se acalmou. Apontou o dedo para ela, desconfiado.
-Olhe lá, Carmutcha! Você nunca me apronte uma dessas, de trazer uma bichinha para cá! Nunca, hein?
A moça respirou fundo, aliviada, e continuou.
-Conde, o Luigi é da máfia.
-Máfia? Hã? Um cabeleireiro da... máfia?
-Siciliana. – Ela falava sério, ainda presa e encostada na parede.
-Mas...
-Conde, pense comigo... Acha que um mafioso vai se sentar numa cadeira e deixar que um desconhecido qualquer se aproxime dele pelas costas com uma tesoura ou navalha?
-Bem...– ele concordou com a cabeça.
-Pois bem. Todas as famílias de mafiosos têm seus próprios cabeleireiros, justamente para evitar esse perigo. Luigi é um desses “mafioselereiros”. Um grande macho, Conde, um homem forte, pesado e muito viril, mas cabeleireiro, oras! É um trabalho muito sério, pois os mafiosos são todos muito peludos! – Carmutcha falava sem parar até sentir que o patrão se acalmava – Fique tranqüilo. Eu também pensei nisso, Conde... – disse a moça, suspirando.
O Conde Ribolla sorriu, satisfeito, virou-se e deu um belo beliscão na bunda da moça.
-Uia! – ela gritou.
-Ma bella ragazza! – falou o Conde, virando-se e andando rápido na sua frente.
Carmutcha sorriu. “Ah. Esse Conde não muda nunca...”. Respirou fundo e continuou.
-Porém, Conde , temos um pequeno problema.
-Qual é?
-O seu cantor predileto. Barry Manillow... Não vai poder vir, Conde. Foi convidado para passar uma temporada num SPA em Sorocaba e apaixonou-se por uma moça lá. Disse que está no auge da paixão, não consegue nem sair do quarto.
-Ah, esse Barry... – disse o Conde, rindo do amigo – Carmutcha... Deixemos o homem com a nova namorada... sabe quem é a tal moça?
-Sim. Descobri que ela até foi colega de vocês todos. Olhe a coincidência. – falou Carmutcha.
Ele ainda andava na frente. O corredor era escuro e úmido no subsolo. Só se ouviam os passos pesados do homem com suas botas.
-E quem ela é?
-Ela tem o mesmo nome que eu... – a secretária começou a procurar na sua caderneta – Aqui! Carminha Lombada. Lembra-se dela?
-Carminha! A paquita!
-Ela era Paquita, Conde? Assim, como aquelas da Xuxa?
-Isso mesmo! E ela é paquita!
-Era, você quer dizer... Certo, Conde?
-Hahaha, Carmutcha! Era não, é. Ela ainda é paquita, pois continua sempre menina e loirinha! Hahaha! Ah, esse Barry...
A moça se adiantou.
-Bem, mas eu chamei outro cantor.
-Quem? – perguntou o homem, entortando mais a cabeça ao andar.
A moça pigarreou e falou subitamente.
-Klaus Ferrando, Conde.
-Klaus Ferrando? – o Conde estacou, voltou-se e olhou para a secretária, pasmo – O Kla... kla... klaus Ferrando, o famoso roqueiro alemão? O... o... o da capa preta? – ele parou e cochichou – O careca, Carmutcha?
-Sim! Sim! Sim!
Ele levantou os braços para cima, animado.
-Que sensacional, Carmutcha! E ele vem mesmo? Nossa, maravilha! Klaus Ferrando aqui conosco! É um astro internacional! Quando ele começa a cantar com aquela voz de caverna, não há mulher que não saia chacoalhando o corpo, não há homem que não saia bebendo todas! Qualquer festa vira um sucesso com ele! Klaus Ferrando vai chegar ferrando com todas! Hahaha! E é isso que eu quero! – o Conde estava animado e fez um gesto bem pornográfico – Ferro nelas! Hahaha!
“Nossa, mas como esse homem é bobo...”, pensou a altiva Carmutcha, dando um sorriso sem graça ao patrão, que andava na sua frente, dançando e rebolando.
-Bem, Conde, finalizando a minha lista – ela interrompeu a dança do homem – La Bressiani chega hoje no final da tarde, mas seus funcionários já estão todos aqui, matando os cabritos. – Carmutcha anotou algo na caderneta e completou – E o barco de sua amiga Francis Drake, com todos os convidados, já aportou na Itália. Eles estarão aqui amanhã cedo.
-Sabe se fizeram boa viagem? – Perguntou o Conde.
-Acho que sim... eu estava preocupada. Essa Francis é mulher e... capitã?
-Ora, ora... – Ele deu uma gargalhada – mulher, capitã e perigosa, cara Carmutcha!
-Perigosa?
-Cara Carmutcha... – ele disse com sua cabeça torta – Imagine-se no mar, num mar perigoso, cheio de lobos do mar... ela só sobreviveu porque sabe enfrentar os perigos... é filha de um pirata, ma bella!
-Nossa!... – Carmutcha arregalou um olhão.
-Estão todos a salvo com ela! Hahaha!
-Bem, Conde, só Ana K. A. demorará um pouco mais a chegar.
-Ana? Que Ana?
-Ana Kely Amarela! A tri-atleta! Ela vem a pé, de bicicleta e nadando.
-Ah, claro – disse o Conde – eu tinha me esquecido, já faz tanto tempo que ela saiu, não foi? Certifique-se que ela chegará até amanhã à noite, certo? – disse o Conde, chegando e abrindo enfim a porta do salão azul.
Carmutcha entrou na sala com ele. Estava curiosa para ver quem era aquele famoso “Moreirão”. Porque o Conde disse para ela e Bêah terem cuidado com ele?
O homem estava na sala com Rodrigues e Alex. Carmutcha olhou os três. Rodrigues era figura carimbada, com seu corpão e seu sorriso de celebridade. Alex era cativante, sempre parecendo tão frágil e perdido, e tão simpático... porque será que se envolvia com aquele canalha do Conde Ribolla?
E, ao lado deles dois estava ele.
O Moreirão.
A secretária assistente olhou ao redor. Não, não era ele. Impossível! Moreirão? Algo estava errado, pensou Carmutcha num curto espaço de tempo. Aquele moço magro, de óculos, com nariz fininho e um sorriso tímido, aquele homem tão inocente, tão afável, tão ingênuo, aquele que era o ... “monstro Moreirão”? “Hahaha!, que maluquice!”, pensou. “De onde o Conde tirou que aquele homem representaria algum... perigo?” Teve vontade de rir alto. Ela, Carmutcha, era capaz de nocauteá-lo em questão de segundos com um único golpe. Viu-se até fazendo isso, afinal, fazia aulas de defesa pessoal há mais de 10 anos... “Esse Conde se enganou...”, pensou calada, “provavelmente esse Moreirão devia ser um touro há vinte anos atrás... agora é apenas um moço magro, calado, grisalho... e completamente inofensivo, pobrezinho!”. Precisava contar isso para Bêah imediatamente. Pediu licença ao Conde e saiu dali apressadamente.
“Tomar cuidado com aquele... Moreirinha? Hahaha! Essa é boa!”, pensou Carmutcha, sorrindo.

Os cavalos com desvios
Onde está Isaura?