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Home do Gallacci FAU USP turma de 1980 Literatura  O esconderijo do Talo do Ouro
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O esconderijo do Talo do Ouro

Fora mais por intuição do que por necessidade que Marcel resolveu blindar as portas e janelas da sua casa e do seu escritório. Andava desconfiado que alguém tramava alguma coisa contra ele e sua empresa. A chegada de Mona e suas previsões só confirmaram as suas suspeitas, pois a mulher leu sua mão, leu seu chá e leu sua sorte nas cartas e em todos esses lugares viu um misterioso homem.
Marcel não era supersticioso e não gostava de esoterismos, mas acreditava em Mona. Alguém o traia e ele não imaginava quem poderia ser.
Mas Marcel não deveria se atrapalhar com essas suspeitas. Tinha um grande negócio nas mãos e precisava ter pulso firme para trabalhar naquilo, aumentar a empresa e gerar mais e mais lucros. Esse era seu intuito: ganhar grana.
Desde que roubara a garrafa de ouro com o elixir da virilidade em estado puro e a fórmula da virilidade do Dr. Charles, há um ano, Marcel se dedicara a estudar um modo de fabricar o vinho afrodisíaco aqui no Brasil exatamente como fazia o Conde em Montalcino. Montou um excelente laboratório e uma fábrica de engarrafamento de bebidas no interior de São Paulo, em Sorocaba, para iniciar a produção. Contratou um químico para ajudar na fórmula secreta a ser adicionada ao vinho (na verdade, Marcel chamou Dr. Kallililili, médico francês especialista em reprodução humana e melhor amigo do Dr. Charles, que estava doido para largar a França e todos os seus filhos para passar uma temporada em paz no Brasil) e passou a criar cabritos em quantidade. O estranho médico trouxe consigo os dois ajudantes gêmeos, Gilles e Gilles, para fazerem a coleta do sêmem, necessária para a execução da fórmula. Marcel ofereceu um alto salário para os rapazes, pois sabia o quanto seria complicado achar alguém de sua turma que topasse executar tal tarefa tão desagradável.
Porém Marcel achou desnecessário produzir vinhos especialmente para isso, principalmente porque ele não sabia produzir vinhos e teria que arrumar mais um sócio. Assim, chamou dois conhecidos seus da prisão, ambos pistoleiros de beira de estrada, chamados Zé Bauru e Zé Francé, e os contratou para saquearem cargas de vinho tinto vindas do sul do Brasil. Fez um contrato com eles onde os dois deveriam saquear uma quantidade “x” por mês, durante um ano, para abastecer a fábrica. Mas Marcel esqueceu-se do principal: de dizer qual tipo de vinho eles deveriam trazer.
Os dois homens, que precisavam de dinheiro, mandaram bala. Em menos de duas semanas, Marcel recebeu um enorme estoque de vinho na fábrica de Sorocaba. Abriu uma das caixas e olhou assustado para um dos Zés.
-Mas... isso é vinho “Sangue de Boi”, Zé Bauru? Você me trouxe vinho “Sangue de Boi”? – olhou todo o estoque – E... é tudo “Sangue de Boi”?
-O senhor não gosta, seu Marcel? Um vinho bom demais da conta esse Sangue de Boi. Uma beleza, seu Marcel! Acho que é o melhor do Brasil! – falou o pistoleiro e saqueador, animado com seu roubo – Vamos, abra, vamos beber! Coisa de cabra macho!
-Bem, eu...
Marcel não sabia o que falar. A carga era imensa. Vinho da virilidade produzido com “Sangue de Boi”?
-Bem, console-se com uma coisa – disse August, conformado – Se der certo, seu vinho 6996 será uma pechincha, meu! Baratíssimo! Pense nos lucros, Marcel! Puta grana, meu!
Marcel olhou para a carga de “Sangue de Boi” no depósito, pegou uma garrafa e levou ao laboratório. Quem sabe dava certo? Mal podia esperar para testar o primeiro lote. Já tinha até imaginado o nome que daria para aquele líquido mágico: Aquele seria o vinho “Gallo 9669”, obviamente. “Nossa. E que sucesso que o “Gallo 9669” faria no Brasil!”, pensou, esfregando as mãos.
Enquanto desenvolvia suas pesquisas para a fabricação do vinho “Gallo 9669”, Marcel pensava o que fazer com o elixir. O elixir era a fórmula da virilidade em estado bruto e puro, e deveria ser guardado sempre numa garrafa de ouro de forma cilíndrica e alta. Marcel a chamava de o “Talo de Ouro”.
Fora a primeira experiência do médico francês, era muito mais forte que o “Ribolla 6996” e tinha ingredientes adicionais além dos ingredientes do vinho. Do elixir Marcel não tinha a fórmula (e nem Charles, pois quando ele o produziu, ficou imediatamente tão tarado que teve que correr para o quarto para trepar com Bêah e não teve tempo de anotar nada). Na época, Charles tentou produzir a fórmula novamente, mas nunca conseguiu. O Conde guardava aquela garrafa como se fosse uma preciosidade única. O vinho Ribolla 6996 era afrodisíaco e quebrava um bom galho, mas o elixir da virilidade tornava os homens irresistíveis, líderes e viris por longos períodos. Era a formula dos reis, era a fórmula do poder. Quem a tinha dominava seu território e seus subalternos, e teria a mulher que quisesse. O líquido atuava nos órgão sexuais, no cérebro, na personalidade, na libido e na atração, tornando os homens magnéticos e poderosos.
Dr. Charles era o único que sabia que aquilo não era verdade, ou seja, que aquela garrafa talvez não fosse a única do mundo. Porém preferia guardar o segredo para si. Dois séculos atrás, quando nenhuma das pessoas que ele conhecia agora tinha nascido, ele conseguira fazer uma fórmula semelhante (também sem querer), quando morava num castelo na Espanha e exercia a função de limpador de chaminés. Acontecera a mesma coisa: ele tomara o líquido para experimentar (desta vez produzido com sêmem de cavalos) e agarrara a camareira do castelo, Luciane Lucky, no porão. No dia seguinte não se lembrava de mais nada. A garrafa de ouro daquela época fora roubada por um pirata e levada por ele para alto mar. Dr. Charles nunca soube de seu paradeiro. “Duzentos anos é tempo demais...”, avaliou Charles, “esse navio já deve ter afundado há tempos, esse pirata filho da mãe já teve ter virado pó, e meu primeiro elixir já não deve existir mais...”, pensou Charles, quando disse ao Conde que o elixir era o único no mundo.
Marcel pensou na velha garrafa. Sabia que precisava guardar o elixir num lugar seguro e secreto. Aquilo valia milhões, e o poder que ele tinha ao possui-la era incomensurável. Embora se sentisse tentado a usar o produto ele mesmo com freqüência, resolveu que não deveria fazê-lo. Ou melhor: resolveu que deveria faze-lo com parcimônia e moderação, usar apenas umas gotas e só quando fosse absolutamente necessário (Marcel pensou, sorrindo, no corpo malhado e bronzeado de Francis e na bunda de Hipólita: sim, aquelas duas eram absolutamente necessárias, sempre...).
Nem August nem Tony deveriam saber onde estava a garrafa do elixir, ou o “Talo de Ouro”. O presidente da Gem´s, empresário e bandido quebrou a cabeça. Onde esconder essa preciosidade? Olhou ao redor para todo o seu escritório, totalmente informatizado e asséptico. Não existiam “esconderijos” ali dentro, aliás, há algum tempo que Marcel não tinha um único papel no seu escritório todo – não poderia deixar pistas de modo algum. Todos os arquivos e documentos da Gem´s estavam nos micros da empresa, devidamente disfarçados e protegidos com senha e códigos. Marcel abraçou o “Talo de Ouro”, sem saber onde colocar. “Ah, se pudesse guarda-lo dentro do micro, como um documento!”, pensou, “mas é isso mesmo!”, sorriu Marcel, “dentro da torre do micro!”.
Marcel sempre teve muita habilidade com computadores e máquinas em geral. Além disso, tinha como hobbie “hackear” sites de empresas e bancos, pois entendia de informática como ninguém. E, como arrombador e ladrão, adquiriu técnicas incríveis para abrir peças com micro ferramentas e grampos de cabelo.
No dia que resolveu esconder o Talo, Marcel ficou na Gem´s até o inicio da noite, quando todos foram embora, inclusive Ucha, sua secretária. Foi até a sala climatizada do servidor da suas máquinas particulares, que ficava numa sala trancada anexa à sua (e não no servidor geral da Gem´s, obviamente) e iniciou o trabalho de desmontar os equipamentos para esconder o Talo de Ouro lá dentro. Como a peça era de metal, Marcel teve que embalá-la com um material protetor para que ela não causasse interferência eletromagnética nas máquinas. Sim, pensou o homem saindo dali, ninguém jamais imaginaria que o esconderijo era esse. Porém, antes de colocá-lo lá dentro, Marcel retirou algumas gotas do produto com um conta-gotas e colocou num pequeno recipiente, também de ouro, e guardou no bolso. Sim, precisava de um pequeno estoque para consumo nos próximos meses.
O Dr. Kalilililili se estabeleceu em Sorocaba e quase nunca vinha ao RJ. O homem nunca soube exatamente para quê servia a tal fórmula secreta que desenvolvia. Era melhor assim, embora Marcel ficasse um pouco inseguro quanto aos resultados, uma vez que a fórmula nunca era testada em humanos. “O ideal seria ter o dr. Charles ao meu lado, mas ele é escudeiro do Conde e eu roubei a fórmula dele...”, pensava o novo empresário, que não sabia que Charles já tinha vindo ao Brasil e estava tão perto da sua própria casa. Mas Marcel acreditava no que estava escrito naquele papel. Se dera certo com o "Ribolla 6996", daria certo com o "Gallo 9669".
Assim, no inicio da produção, Marcel recolheu as primeiras amostras do vinho “Gallo 9669” e levou para August e Tony. Estava animado e feliz.
-Marcel, alguém já bebeu esse negócio? – perguntou August, arrumando seu rabo-de-cavalo – Sabe se dará certo?
-Ora, August! – falou Marcel, irritado com a desconfiança do sócio – Claro que está certo! Fiz direitinho!
Tony olhou torto para Marcel.
-Ichiii... entendi... Acho que ele quer que nós dois testemos, August... – olhou para o chefe – Não é isso, Marcel?
Marcel olhou a garrafa e os dois colegas. Suspirou e declarou.
-É verdade, Tony. Ninguém testou isso ainda. Ai está. Precisamos de um voluntário. Quem se habilita? Quem é homem e corajoso para tanto?
-Vamos fazer um sorteio, fazendo dois-ou-um – propôs August, fechando a mão e olhando para Marcel - E você vai entrar nessa também!
Marcel concordou. Os três homens fecharam os olhos e falaram em conjunto:
-Dois-ou... um!
Marcel e Tony colocaram “dois”. August colocou “um”. O grande homem suspirou fundo, resignado, Era August que teria que experimentar o “Gallo 9669”.
-Oh, não! – falou o grande homem – Que azar!
-Hahaha! – sorriu Marcel – Essa é boa! Com quem você combinou de sair essa noite, August?
-Oh, não! – August olhou para os dois amigos e sorriu, embaraçado – Com a minha velha e boa Ucha! A sua secretária, Marcel! Oh, não!
Na manhã seguinte, os três homens voltaram à sala de reunião. August estava sério, mas Tony e Marcel estavam com vontade de rir. August chegou irreconhecível. Tinha enormes olheiras, estava profundamente descabelado, tinha a pele vermelha e cheia de pelotas, mas tinha um olhar tranqüilo e sonolento e sorria, satisfeito.
-August, fale! – pediu Marcel – E ai? Funciona?
O homem falou bem devagar e satisfeito.
-Ahhh... Funciona...
-Sensacional! – exclamou Marcel, dando um pulo da cadeira – Ah, sensacional! Yééés! Deu certo! Então, a Ucha... gostou?
-Estou frito... – falou o homem, sem graça – Ela quer se casar comigo! Também, depois dessa noite... qualquer uma queriria...
Marcel só se preocupou com as pelotas furunculosas. O corpo todo de August estava cheio delas.
-Será que é alergia? – perguntou Tony, com um certo nojo daquilo.
-Ahhh... – disse August, desconvesando, sonhador – Mas que importam essas pelotas...? Foi maravilhoso!
Os três conjeturaram. Eram apenas umas pelotas. Que importavam algumas miseras pelotas furunculosas no dia seguinte se tinham produzido um vinho afrodisíaco de primeira, e ainda por cima baratíssimo?
Dr. Kalililili conseguiu, depois de alguns estudos rápidos, resolver parcialmente o problema das pelotas furunculosas. O vinho passou a causar pelotas furunculosas menores, mas elas ainda existiam. Como o médico não sabia (e nunca poderia saber) que a fórmula secreta que ele produzia era misturada com Sangue de Boi e transformada num vinho afrodisíaco e nunca soube das pelotas, não conseguia sequer entender porque tinha que mudar um pouco a fórmula.
Marcel achava que nenhum homem se incomodaria com isso, e que depois de uma noite de sexo ininterrupto ninguém ligaria o vinho com as pelotas furunculosas, inclusive porque as tais pelotas furunculosas eram no corpo todo e não só nos pênis. “Ora, dane-se”, disse o homem a August, “Vamos adiante com a produção assim mesmo, pois não vou explicar nada a esse Dr. Kalilililili”, disse o empresário, dando de ombros.
O lançamento do vinho “Gallo 9669” foi comemorado com uma grande festa havaiana numa praia paradisíaca e deserta em Angra dos Reis, com vinho à vontade para todos. Marcel montou diversas cabanas na praia e chamou o famoso “Magoo e as Meninas de Honolulu” para animar a festa. Seria um legítimo “Luau Havaiano”, para o qual foram convidadas mais de duzentas pessoas.
Porém depois da meia noite, se não fosse pela descolada pirata Francis Kika, o local ficaria sem música. O grande astro Magoo tomou doses excessivas de “Gallo 9669” e praticamente seqüestrou suas duas dançarinas, Bia & Clyce, levando-as para dentro do mato para um encontro particular (as duas moças, que nunca haviam sido assediadas pelo grande astro, ficaram assoberbadas com sua robustez intima, se apaixonaram perdidamente por ele, Desse dia em diante, as duas passaram a brigar incessantemente, disputando a atenção do astro). Foi quando Kika, acostumada a resolver situações difíceis, subiu ao palco, pegou o violão e o microfone e pôs-se a cantar todo seu repertório de bossa nova (o ritmo da musica, que não combinava com a personalidade forte da moça, causou uma enorme surpresa em Marcel, que se apaixonou mais ainda por ela), causando furor nos homens por causa das suas belíssimas pernas que apareciam no vão do seu sarongue.
Já Mona passou a noite na cabana do Dr. Kalililili, pois torceu o pé ao cair do tamanco logo no início do show e precisou de primeiros socorros. Não se sabe o que houve ali dentro, pois o médico disse que o caso era gravíssimo e se trancou com a vidente. Porém, apesar de todos os percalços, a festa fora um sucesso total e o vinho “Gallo 9669” passou a vender feito água por todo o Brasil.
Além disso, Marcel contratou uma grande agência para fazer a propaganda do produto e montou uma logística perfeita de distribuição, que lhe garantia a entrega do “Gallo 9669” por todo o pais. Com isso em menos de seis meses Marcel adquiriu uma pequena fortuna, que passou a investir em outros negócios escusos, como por exemplo, a compra da gafieira “A Condessa Assanhada”, da ex-Condessa Isaura.
Estava bem estabelecido financeiramente e tranqüilo quando, numa de suas viagens a Sorocaba, viu o Dr. Kalililili almoçando com um homem alto, bonito, de cabelos grisalhos, muito peludo e bronzeado, numa churrascaria rodízio da região.
-Quem é aquele homem? – Marcel perguntou ao maitre.
-Não sei, senhor Marcel. Mas é um estrangeiro, italiano – respondeu o maitre, discretamente.
Na semana seguinte, Marcel viu o mesmo homem peludo correndo na avenida a beira mar com Beto Azeitona, seu advogado. E ainda naquela semana, soube que o homem foi a “A Condessa Assanhada”, pois August contou que viu um homem com as mesmas características falando com a Condessa e vagando pelos salões.
-Como ele era? – indagou Marcel, aflito – Descreva-o para mim, vamos!
-O garçom disse que, pelo sotaque, era italiano. Eu o vi de longe. Era um homem grisalho, alto, bonito. E muito peludo – falou August.
-Droga! É ele – disse Marcel, preocupado – E... ele estava só?
August titubeou. Será que devia contar?
-Marcel, eu... eu tive a impressão de vê-lo com Hipólita, mas não sei. Estava escuro...
Marcel coçou o queixo, preocupado. Quem seria aquele homem?

Bê vira Agnes Senga 3-69
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