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Home do Gallacci FAU USP turma de 1980 Literatura  Um encontro no calçadão
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Um encontro no calçadão

Eram seis e meia da manhã quando o Dr. Charles saiu pela saída de serviços do apartamento de São Conrado e começou a andar pela calçada. Carregava uma mala velha em uma das mãos, vestia a tiracolo um bolsa que continha seu laptop e puxava o cabrito Sementin por uma corda. O animal, que nunca fora colocado numa coleira, estava irritado e nervoso, e o médico francês, que tinha passado a noite em claro, estava mal humorado e puxava o animal sem paciência.
A manhã estava ensolarada e agradável. Charles não sabia para onde ia, mas sabia que não moraria mais dentro daquele apartamento. Teria ainda que trabalhar para JR, pois a experiência ainda não tinha acabado e ele não era homem de largar um trabalho no meio (ainda mais quando não tinha mais nenhum outro para fazer e precisava de dinheiro). “Mas morar lá, nunca!”, pensava o homem. Preferiria dormir no calçadão, na praia ou na calçada, se fosse preciso. “Já passei por situações muito mais difíceis que essa”, pensou, atravessando a rua e indo em direção ao Leblon, “e não conviverei sob o mesmo teto com um homem que é capaz de tentar matar cruelmente um inocente animal de estimação”.
Charles tropeçou em alguma coisa no chão e quase caiu. Olhou o que era. As luvas masturbatórias que o Editore jogara pela janela estavam ali, bem diante dele. Sementin se assanhou todo ao vê-las. Charles deu uma palmada no bicho e sorriu.
-Ora, ora, mas isso não é hora de pensar em sexo, seu assanhado! – disse o médico guardando as luvas imundas na bolsa de couro – Vamos, Sementin, vamos tomar nosso rumo. Depois falaremos com JR e explicaremos para ele... Vamos.
Na noite anterior Alex o advertira para que tomasse cuidado com o irmão, mas o médico não imaginou que a vingança de Tertuliano chegasse a tanto. Pensou que o Editore iria brigar com ele por causa do sofá, que iria gritar até obrigá-lo a pagar um novo forro para o sofá Bird.
-Não, é mais que isso, Charles! – disse Alex, cochichando – Tertú é terrível e muito mau, tome cuidado com ele! Ele falou em... em vingança!
-Ora, Alex, pare com essa mania de perseguição... – falou o médico, bebendo a sua décima taça de vinho e desconversando – Não tenho medo das ameaças de Tertuliano!
-Bom... Fique de olho nele, caro Dr. Charles. Se eu fosse você, ficaria bem atento. Bem atento...
Na hora o médico não deu muita bola. Mas achou o comportamento do Editore bem estranho naquela noite. O homem não jantou, não apareceu e não saiu com nenhuma mulher, o que era raríssimo. O que teria acontecido?
Charles ficou desconfiado. Comentou com sua Bêah, que estava passando roupa na lavanderia e que, desde que chegara no apartamento, não lhe dava a mínima bola.
-Cherè Bêah...
-Fala, Charles – suspirou a moça sem olhar para ele – Não venha me pedir aquela nojeira de novo! Eu não vou pegar naquele... naquele... cabrito! Não vou tirar aquela meleca dele, já te disse! Por nada desse mundo!
-Não, Bêah! Vim conversar outra coisa, não tem nada a ver com as experiências – ele puxou o rosto dela e a fez olhar para ele de frente – Escute, Bêah. Me responda com sinceridade. Quero saber se você acha que o Editore seria capaz de... de... fazer alguma coisa de mal para o meu Sementin.
A moça suspirou e sorriu ao pensar em Tertuliano. Não havia mulher que não caísse de paixão pelo homem peludo e musculoso.
-Ah, o Editore... ah, nossa... que tesão de homem... que cavalo, que potro, que macacão... Hummm! Eu bem que gostaria que ele fizesse mal a mim... muito mal... Hahaha! – exclamou a moça, ainda passando as roupas e sonhando – Veja, veja, Charles... – ela pegou uma cueca, mostrou a ele e cheirou – Hum, que delícia de homem! Hum! Hum! Hum!
Alex olhou torto para ela.
-Bêah... – ele apontou a cueca – Tudo bem, mas acho que isso é do Alex Fontes e não do Editore...
A moça jogou a cueca longe.
-Ai! Do Alex? Tem certeza? Ai! Credo!
O ex-marido começou a rir alto.
-Hahaha! Olha a cor da cueca... Salmão... Lembra-se da festa do Conde? Lembra-se que o Alex fez um strip-tease, que dançou sobre a mesa de cuequinha?
-Ah! – sorriu a moça – É mesmo! Dançou de cuequinha salmão! – Ela foi até o canto e pegou a peça intima novamente – Olhe, é essa mesmo! Que preciosidade! É a cuequinha salmão, ela mesma!
A médico pigarreou e mudou de assunto.
-Vamos, Bêah, me diga o que acha do Editore. Do caráter dele.
-Tsc. Bobagem, Charles, ele não vai fazer nada com seu cabritinho... esqueça!
Mas Charles resolveu ficar atento. Desde que chegara ao Rio de Janeiro, Bêah não dormia com ele. A moça se apaixonou pela beleza gianechianna de JR Rodrigues e pela virilidade do Editore e virou as costas para o ex-marido na semana que entrou naquele apartamento que exalava testosterona. Desde então Charles passou a dormir num colchonete no laboratório gazebo, deixando a ex-mulher à vontade na suíte destinada a eles. Bêah adorou o seu emprego de empregada diarista da casa, adorou os uniformes curtinhos que JR providenciou para ela e se derretia toda quando o ator e o Editore a galanteavam. Torcia para que eles a visitassem a noite. Charles via Bêah se insinuando aos homens e dava de ombros: afinal, tudo aquilo fora culpa dele, que rejuvenescera a moça e a deixara assanhada daquele modo.
Nesse dia resolveu dormir na sala de ginástica com o cabrito, pois estava preocupado com as palavras de Alex. Charles não se incomodava com o cheiro e a caatinga do animal. Aliás, deixara de se incomodar com esses incômodos físicos há duzentos anos. Cheiros, barulhos, calor, frio, tudo isso era suportável quando estava obstinado para fazer o que queria. Olhou Sementin. Pobrezinho. O cabrito, que vivia amedrontado e tremendo, ao sentir que o médico estava ali o protegendo, adormeceu rapidamente.
Charles ajeitou-se na tábua de abdominais e cochilou. Depois de muito tempo, percebeu quando alguém entrou na sala sorrateiramente. O médico olhou para a chegada da escada que vinha do andar inferior. Era o Editore Tertuliano. Estava vestido com a mesma roupa que chegara, vestia chinelos de pano e empunhava uma arma. Charles pensou o que fazer: não havia mais dúvidas que o perigoso homem ia matar seu cabrito de forma cruel. Olhou ao redor e viu a barra que sustentava os pesos para a ginástica. Não pensou duas vezes. Era a vida do seu Sementin que estava em jogo. Levantou-se subitamente, sem pensar muito, e o atingiu na cabeça com força.
O Editore não emitiu som algum, apenas caiu, fazendo um barulho seco no chão de madeira. Charles assustou-se com sua força e com a fragilidade do grande e peludo homem. Foi até ele, para certificar-se que não tinha matado o Editore sem querer. Suava frio. Tirou o pulso e examinou o homem. Ele estava apenas desmaiado. E era hora dele partir.
Charles caminhava a esmo pela calçada. Desde que chegara, enclausurara-se na estufa laboratório e nunca mais saíra de lá. “Nossa, como era bonita e quente aquela cidade!”, pensou. Andou mais de uma hora, e, cansado, sentou-se num banco de concreto do calçadão.
A moça ruiva, de rabo-de-cavalo, malha de ginástica colante e tênis, tirou o boné e sorriu para ele.
-Dr. Charles! Que surpresa!
Era Bê La Bressiani, a amiga do Conde Ribolla. “Mas como estava diferente...”, pensou o médico. Lá em Montaltino ela parecia uma camponesa, sempre vestindo saias rodadas e floridas e ali... bem, ali ele podia ver bem detalhadamente o corpo fenomenal da cozinheira dentro do pequeno short e do top de lycra.
-Chère Bê! – disse o médico, sorrindo – É você mesma?
-Mas o que é que você faz aqui, doutor? – estranhou a moça, olhando para o médico todo vestido, para a mala e para o cabrito – O que houve? Nem sabia que você estava no Brasil!
-Mas... você está maravilhosa, bela Bê! Nossa! O que houve com você? Parece que rejuvenesceu!
-Ora doutor... – falou a mulher, lisonjeada – Ora, são os seus olhos...
-Não, não – ele disse, arrumando os óculos para vê-la melhor – Você está muito mais bonita aqui, Bê... estou impressionado! Como o Rio de Janeiro muda uma mulher!
-Hahaha, ora, obrigada, Charles! – Ela olhou discretamente para o cabrito e para as malas no chão – Doutor, você está de mudança? Pode me explicar...
Ele sentou-se novamente no banco, cansado. Bê tirou os óculos escuros e sentou-se ao lado dele.
-Vamos, me fale, Charles. O que houve? O que faz aqui no Rio de Janeiro, numa manhã maravilhosa como essa, perambulando sozinho feito um maluco com um cabrito no calçadão do Leblon?
Charles suspirou. Pensou em sair dali sem dar nenhuma satisfação a moça, quando sentiu que ela colocava suavemente a sua delicada mão sobre a dele. Ele olhou para ela, que sorria, dócil, meiga. Poderia imaginar tudo, menos que ela o tratasse daquele modo, com tanto carinho, com tanta generosidade. O médico desabou de tristeza.
-Bê, não tenho para onde ir – ele olhou Sementin – Ou melhor, nós não temos para onde ir. Eu e Sementin. Estamos aqui, sem casa, sem dinheiro e sem comida. Eu e ele.
Bê La Bressiani acariciou a cabeça do cabrito pensou um instante e sorriu.
-Ora, então venha! – disse ela, decidida, levantando-se do banco e o puxando pela mão – Venha, meu carro está logo ali.
-Onde, como? – disse o homem, atordoado – Espere, Bê, onde vamos?
-Para o “Bê La Mare”, meu novo restaurante – disse sem olhar para ele – Tenho um quarto vazio nos fundos, você e seu animal podem ficar lá quanto quiserem – Ela virou-se e olhou para Charles, séria – Não sei quem fez isso e nem o que houve com você, Charles, mas não posso deixá-lo nesse estado no meio da rua. Nunquinha. Você é amigo meu e do Conde, e ele vai ficar feliz em te ver. Prepararei um café da manhã para você e conversaremos a respeito. Vamos agora.
Charles deu um pulo.
-O Conde? O Conde Ribolla está aqui no Rio? Vocês... vocês...
-Não, não! – falou Bê, rindo – Nós não estamos juntos não! Ele veio para trabalhar comigo.
-Trabalhar? O Conde? Tem certeza? – estranhou o médico.
-Sim! – sorriu a mulher – Sim, ele é maitre do meu restaurante! Não sabia disso? Vamos, vamos, venha, doutor Charles, vamos!

Marcel Yolkman perde o controle
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